quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma grande diferença


  • Você já orou por sua cidade e seu bairro? E pelas igrejas de seu bairro?
Há pouco tempo me mudei de uma cidade grande para o interior. As maiores diferenças que todo mundo imagina das cidades da grande São Paulo para as cidades do interior de São Paulo é o acesso, o desenvolvimento e as oportunidades. Mas para mim a maior diferença que pude notar foi no bairro em que passei a morar.
Quando estava na cidade grande morava em um bairro conhecido e considerado um dos melhores; apesar das ocorrências não muito boas que infelizmente vivenciei lá. O problema é que aquilo que as pessoas achavam daquele lugar era só aparência, assim como a cidade em si, que foi onde eu nasci, era conhecida por ser de primeiro mundo, bem desenvolvida e com uma expectativa de vida bem alta. Mas os seus moradores, as pessoas que viveram ali por anos sabiam que não era bem assim.
Sei que nenhum lugar é perfeito, mas foi somente depois que me mudei de lá para o interior, uma cidade não muito longe de São Paulo, que segundo a opinião das pessoas era considerada atrasada, eu pude perceber a diferença. O que eu sentia mais falta era das pequenas igrejas que ficam nos bairros. Essas igrejas que tem uma pequena porta e que delas podemos ouvir sons bem altos de adoração quando estamos passando na frente. Nos bairros das grandes cidades não se encontram mais dessas pequenas igrejas. É claro que ainda existem os pequenos grupos feitos nas casas que durante a semana se reúnem para comunhão. Só que a grande diferença é que para aquele que estiver perdido à procura de uma palavra e ao andar pelas ruas ver a porta de uma igreja aberta há uma chance maior dele entrar ali para receber a palavra. As igrejas pequenas dentro dos bairros possuem essa identificação que torna mais fácil para aqueles que estão passando por perto sentirem-se convidados a entrar. Já com os grupos pequenos isso não é possível (não estou diminuindo a importância dos grupos pequenos, mas mostrando a probabilidade do que realmente pode acontecer). Essa é a diferença das cidades grandes que possuem grandes templos, mas poucas igrejas nos bairros.
No bairro onde eu vivo agora ouço das pessoas “Vai para o culto hoje?”, uma frase que eu não fazia ideia que sentia falta. Pois é uma frase que demonstra comunhão e que principalmente mostra a importância da família de irmãos que formam uma igreja. Essa é a grande diferença! Em tempos de conferências, eventos e reuniões das grandes congregações a sensação de família espiritual foi deixada de lado.
Eu mesma pertencia a uma igreja com mais de mil membros e havia me perdido da ideia de família dentro da igreja. Pois lá dentro só o que eu conseguia ver eram os grupos (as chamadas ‘panelinhas’) que infelizmente se formaram ao longo dos anos, onde um grupo não se envolvia com o outro e assim até mesmo dentro dos ministérios (que já é uma separação ordenada com o foco de cada um ter o seu papel na obra) surgiram estes grupos que só prejudicavam o andamento do próprio ministério. Por exemplo, os jovens e adolescentes quando tinham um líder para colocar ordem e trazer um objetivo para cada membro de cada um dos ministérios conseguiam alcançar os objetivos, manter o foco e trouxeram grandes frutos que impactaram a igreja. Só que os líderes atenderam cada um o seu chamado dado por Deus naqueles ministérios, e quando terminaram Deus chamou um para realizar a obra em outra congregação e o outro Deus chamou para mudar de país. Assim os ministérios dos jovens e adolescentes na minha igreja ficaram sem nenhum líder e o que eu vi acontecer ali foi muito triste, os grupos voltaram a se formar e as separações dentro do ministério voltaram também. Eles podiam ter continuado com a obra no ministério se tivessem permanecido unidos.
No bairro onde eu moro agora até mesmo durante a semana vejo pelas pequenas portas pessoas orando e louvando dentro das igrejas. Mesmo que ali tenham menos de 10 pessoas você consegue sentir a presença de Deus. Não é preciso um grande palco, nem uma infraestrutura moderna e nem um pregador conhecido, se dentro da igreja não há uma família. Se naquele ambiente não é sentida a presença de Deus.
Não é o local, não é a estrutura, não é o pregador ou o grupo de louvor. É a família quem traz comunhão para a igreja.
20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
(Mateus 18.20)

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